Atividades físicas contribuem para superação de mulheres após câncer de mama.

Por Camila Silva

Um estudo realizado na Universidade Católica de Brasília (UCB), com o suporte da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), está investigando os benefícios de exercícios físicos direcionados para amenizar os efeitos colaterais em mulheres que estão em remissão do câncer de mama. A pesquisa, coordenada pela professora Gislane Ferreira de Melo, utiliza o protocolo internacional Get Real & Heel para ajudar a reduzir dores articulares e fadiga crônica causadas pela hormonioterapia.

Essa iniciativa surgiu a partir das experiências pessoais da coordenadora e é baseada em um programa da University of North Carolina em Chapel Hill. A pesquisadora Gislane Ferreira de Melo obteve permissão para implementar a metodologia no Brasil, resultando no Get Real & Heel Brasil, dentro da estrutura da UCB.

Atualmente, o programa atende cerca de 30 sobreviventes da doença, oferecendo sessões gratuitas três vezes por semana. O protocolo engloba atividades aeróbicas, treinamento de força, mobilidade e equilíbrio, com ajustes individuais de acordo com as necessidades de cada paciente.

Estratégia terapêutica

Os exercícios físicos funcionam como uma estratégia não farmacológica integrada aos cuidados de saúde das pacientes. Uma equipe multiprofissional monitora sinais vitais, percepção de esforço e indicadores psicológicos, como ansiedade e autoestima, utilizando até inteligência artificial para identificar padrões de resposta ao treinamento.

“Muitas mulheres chegam às sessões com dores, extremo cansaço e fragilidade emocional, mas saem com outra disposição, outro humor e mais confiança em seus corpos”, disse Gislane Ferreira de Melo.

Impacto social e saúde pública

Os resultados mostram uma melhoria na disposição diária, redução de dores musculares e fortalecimento dos vínculos emocionais entre as participantes. O projeto registra mínimas faltas e nenhuma desistência, demonstrando a adesão ao modelo de acolhimento proposto pela equipe.

A FAPDF destaca que o financiamento permitiu a aquisição de equipamentos e a coleta sistemática de dados. O Diretor-presidente da fundação, Leonardo Reisman, está comprometido em transformar o conhecimento científico em impacto social para a população do Distrito Federal.


Camila Silva, Cad. Jorn: 10379-DF – Reg. Bras: BR17894
Mestranda em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduanda em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduada em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/Universidade de São Paulo (USP); Ex-secretária Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto (GO); Ex-assessora de imprensa no Senado Federal, na Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

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