Artesãs do DF lucram com criatividade em loja colaborativa do projeto Cerrado Feminino

Por João Silva

A inauguração da segunda loja colaborativa do projeto Cerrado Feminino ocorreu no último sábado (14/Mar), no JK Shopping. Fruto de uma parceria entre a Secretaria da Mulher (SMDF), o Sebrae no DF e o Instituto BRB, o objetivo da iniciativa é promover a autonomia econômica e a geração de renda para 40 artesãs do Distrito Federal e Entorno. Essas artesãs expõem e comercializam seus produtos no novo espaço, que ficará aberto até 30 de abril de 2026.

Fortalecimento do empreendedorismo feminino

A nova loja oferece uma variedade de produtos, como costura criativa, crochê, bonecas artesanais, bolsas, acessórios e itens de decoração. Funcionando no horário do shopping, das 10h às 22h, o espaço visa ampliar a visibilidade do trabalho manual e permitir o contato das produtoras com um novo público.

Para a vice-governadora Celina Leão, a instalação da loja em um centro comercial de grande circulação representa um avanço para as participantes, fortalecendo as políticas públicas voltadas para as mulheres na região.

“O espaço Cerrado Feminino é resultado de uma ampla articulação institucional entre poder público e parceiros comprometidos com o fortalecimento do empreendedorismo feminino. A ação faz parte do fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres”, afirmou Celina Leão, vice-governadora do DF.

Capacitação e transformação

Além da venda dos produtos, as artesãs também têm acesso a cursos de capacitação e formação empreendedora. Esses cursos, oferecidos pelas instituições parceiras, visam aprimorar a gestão dos pequenos negócios e incentivar o crescimento profissional das empreendedoras.

Rosângela Mota, artesã e empreendedora, é um exemplo do impacto positivo do artesanato em sua vida. Ela transformou o crochê em sua principal fonte de renda, superando desafios e realizando um sonho ao ter uma loja no shopping.

Iniciativa consolidada

Segundo a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, a nova etapa do projeto combina tradição, cultura e inovação, sendo crucial para a inclusão produtiva e o empoderamento feminino. O programa vai além da venda, promovendo também o fortalecimento da gestão dos negócios.

A presidente do Instituto BRB, Karina Bruxel, destacou a consolidação do Cerrado Feminino como uma iniciativa permanente de incentivo ao empreendedorismo, com planos de expansão para gerar mais renda e empoderamento.

Histórico e próximas edições

A primeira loja colaborativa do Cerrado Feminino foi aberta em junho de 2025, na Feira da Torre de TV, nos boxes 95 e 96 do Bloco C, funcionando aos sábados e domingos. Na fase inicial, 80 mulheres foram selecionadas por chamamento público, com um sistema de rodízio trimestral para permitir a participação de novos grupos.

As interessadas em participar das próximas edições do projeto devem acompanhar o site oficial da Secretaria da Mulher, onde novos editais podem ser publicados ao longo de 2026.