Sistema de saúde do DF prepara ação para tratar obesidade como doença persistente

Por Ana Silva

A rede pública de saúde do Distrito Federal oferece unidades especializadas no tratamento da obesidade, agora reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crônica e progressiva. Com mais de 1 bilhão de pessoas afetadas em todo o mundo, o sistema de saúde local disponibiliza desde acompanhamento ambulatorial até cirurgias bariátricas de alta complexidade para combater essa patologia.

O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) é a única unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) no DF habilitada para realizar cirurgias bariátricas, contando com uma equipe multiprofissional para pacientes que não obtiveram sucesso com tratamentos convencionais. Além disso, o Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh) oferece suporte em endocrinologia, nutrição e psicologia para casos graves de comorbidades.

Para transtornos alimentares específicos, como anorexia e bulimia, o atendimento é centralizado no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). O acesso a qualquer serviço especializado deve ser feito através da Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, com encaminhamento via Sistema de Regulação do DF após avaliação inicial da equipe de saúde da família.

Impacto na saúde pública

A endocrinologista Martha Sanjad, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), ressalta que o reconhecimento da obesidade como uma doença grave pela OMS contribui para evitar tratamentos superficiais. A integração entre medicamentos, alimentação balanceada e atividade física é essencial para garantir resultados consistentes, reduzindo a pressão sobre os hospitais, como destaca o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro.

“Tratar a obesidade de forma estruturada é um investimento na sustentabilidade do sistema de saúde. Ao prevenir complicações como infartos, AVCs, insuficiência renal e doenças neurodegenerativas, conseguimos reduzir internações, custos e sofrimento”, afirma Cleber Monteiro.

Riscos neurodegenerativos

Estudos recentes apontam que o excesso de gordura corporal pode acelerar o desenvolvimento de marcadores associados ao Alzheimer. O neurologista João Tatsch, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), explica que distúrbios metabólicos aumentam a predisposição para condições como Parkinson e demências. Para ele, o controle da obesidade é fundamental para proteger o cérebro, reduzindo a inflamação e melhorando a saúde vascular.


Ana Silva, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestranda em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduanda em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduada em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/Universidade de São Paulo (USP); Ex-secretária Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessora de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

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