Brasil e Índia unem esforços na produção de medicamentos e vacinas

Por João Silva

Nesta quarta-feira (18/Fev), o governo brasileiro expressou interesse em estabelecer uma cooperação estratégica com a Índia para a produção conjunta de vacinas e medicamentos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, está presente na comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Nova Délhi, participando de reuniões bilaterais e da cúpula sobre o impacto da inteligência artificial. A proposta visa a produção de fármacos oncológicos e tratamentos para doenças tropicais por meio de parcerias entre instituições públicas e empresas privadas dos dois países.

O plano de trabalho apresentado pelo Ministério da Saúde busca fortalecer a produção local e garantir a autossuficiência tecnológica no setor farmacêutico. Alexandre Padilha enfatizou que a união entre os países deve facilitar o acesso da população a terapias de alto custo. A proposta de parceria envolverá o intercâmbio de tecnologia para o desenvolvimento de insumos essenciais, aproveitando a capacidade científica instalada no Brasil e na Índia.

Troca de experiências

Durante o encontro com os ministros indianos Jagat Prakash Nadda e Prataprao Jadhav, a comitiva brasileira discutiu a troca de experiências sobre a gestão de sistemas de saúde universais. O ministro brasileiro convidou os representantes indianos para participar da Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo. O grupo trabalha para consolidar uma agenda internacional baseada na cooperação solidária entre países do Sul Global.

“Brasil e Índia têm sistemas públicos robustos, forte capacidade científica e papel estratégico no Sul Global. Nossa cooperação em saúde pode ampliar o acesso da população a medicamentos, fortalecer a produção local e impulsionar a inovação”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

Inovação tecnológica

As autoridades também discutiram o uso de inteligência artificial e ferramentas digitais para modernizar o Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto inclui a qualificação do cuidado à população por meio de sistemas de dados integrados. Outro ponto importante da agenda foi a criação de uma biblioteca digital de medicina tradicional, que reunirá protocolos e evidências científicas sobre práticas integrativas e complementares em saúde.