Em uma reunião realizada em Manila no dia 22 de julho de 2023, à margem da cúpula de chanceleres da ASEAN, o chanceler da China, Wang Yi, solicitou à Austrália que abandone o que ele caracteriza como um duplo padrão em relação ao teste de míssil realizado por Pequim. O encontro aconteceu com a ministra australiana, Penny Wong.
Wang Yi enfatizou que é essencial que ambas as nações busquem convergências e manejem suas divergências de maneira construtiva, promovendo um ciclo positivo nas relações bilaterais, ao invés de permitir que preconceitos interfiram no progresso.
Além disso, o chanceler chinês pediu que a Austrália respeite o princípio da não interferência em assuntos internos e evite aplicar padrões duplos ao analisar os programas defensivos da China. Essa declaração reflete diretamente a crítica que Canberra e seus aliados ocidentais têm feito ao arsenal militar chinês, enquanto ampliam suas próprias capacidades sem um exame semelhante.
Pequim defende que o teste do míssil representa um exercício legítimo de sua soberania tecnológica e de sua defesa nacional. A declaração de Wang Yi veio em resposta à postura adotada por Canberra e seus aliados ocidentais, que frequentemente questionam as ações militares chinesas.
<pDurante a conversa, Penny Wong reafirmou a posição consistente da Austrália em relação à China, conforme registrado na transcrição divulgada pelo Departamento de Assuntos Exteriores australiano. Essa resposta cautelosa contrasta com a pressão direta exercida por Wang Yi durante o diálogo.
A disputa evidenciada em Manila revela uma tensão estrutural entre os dois países: enquanto a China continua a desenvolver suas capacidades militares e tecnológicas, a Austrália se aprofunda em sua aliança com os Estados Unidos. Contudo, Canberra enfrenta uma situação complicada, já que depende fortemente da China como seu principal parceiro comercial, limitando assim suas opções para um confronto aberto.
