Por Redação
O governo brasileiro manifestou sua reprovação à intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, durante reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU, realizada nesta segunda-feira (05). O embaixador Sérgio França Danese declarou que o uso da força representa uma ameaça à estabilidade da América do Sul, enfatizando que a história demonstra que intervenções anteriores resultaram em violações de direitos humanos e no estabelecimento de regimes autoritários. O Brasil reafirmou seu compromisso com a não interferência nos assuntos internos de outros países.
Transgressão das normas internacionais
O representante brasileiro ressaltou que os Estados Unidos desrespeitaram a Carta da ONU ao violar a integridade territorial de um Estado soberano, o que é proibido pelas normas internacionais. Danese argumentou que a busca por recursos econômicos não justifica mudanças ilegais de governo e que o destino político da Venezuela deve ser determinado pelo seu povo, por meio do diálogo, sem interferências externas.
Reações dos países vizinhos
Representantes da Colômbia e de Cuba também se posicionaram contra a intervenção dos Estados Unidos, alertando para os impactos regionais. A embaixadora colombiana, Leonor Zalabata Torres, ressaltou que ações unilaterais podem agravar a crise humanitária e provocar grandes fluxos migratórios. Já o embaixador cubano, Ernesto Soberón Guzmán, acusou os EUA de visarem o controle das reservas de petróleo, negando a presença de agentes de inteligência de Cuba na Venezuela.
Apoio da Argentina à intervenção
Por outro lado, a Argentina se manifestou a favor da ação militar, considerando a captura de Maduro como um passo importante no combate ao narcoterrorismo. O embaixador Francisco Fabián Tropepi defendeu que esta ação pode representar uma oportunidade para restabelecer a democracia e o Estado de Direito na Venezuela, lembrando os conflitos diplomáticos passados entre Buenos Aires e Caracas, como a expulsão de representantes argentinos após o reconhecimento de líderes da oposição venezuelana em 2024.
Redação
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
