Por Kleber Karpov
Relatos indicam que as Forças Armadas dos Estados Unidos da América (EUA) lançaram uma ofensiva militar contra a Venezuela durante a madrugada deste sábado (03/Jan). Foram registradas sete explosões em Caracas, capital do país, bem como nos estados de Miranda, Arágua e La Guaira. O presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou a incursão através da rede social True Social e informou sobre a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Após os ataques, o governo venezuelano decretou estado de emergência e convocou a população para uma potencial “luta armada” contra o invasor.
Ofensiva em Caracas e captura
Os ataques iniciaram por volta das 2h no horário local, com testemunhos indicando aproximadamente sete explosões em um intervalo de 30 minutos na capital. Trump confirmou que Maduro foi capturado e levado para fora do país, juntamente com sua esposa, por aeronaves que sobrevoaram a cidade em baixa altitude atingindo alvos identificados pelo governo venezuelano como civis e militares.
Parte de Caracas ficou sem energia elétrica, especialmente perto da base aérea de La Carlota, gerando pânico e correria nas ruas durante a incursão aérea.
Reação do governo venezuelano
O governo da Venezuela se manifestou oficialmente, classificando a operação como uma “agressão imperialista” com intuito de se apropriar de recursos estratégicos, como o petróleo e minerais do país. Antes de ser capturado, Maduro declarou estado de Comoção Exterior e convocou a mobilização de forças para a resistência armada.
Caracas acusou os EUA de tentarem impor uma “guerra colonial” e de interferir no regime político do país. As autoridades venezuelanas solicitaram solidariedade de nações da América Latina e do Caribe, afirmando que exercerão o direito de legítima defesa contra a intervenção estrangeira direta.
Contexto de escalada e pressão
Essa intervenção militar acontece após meses de tensão crescente, iniciada em agosto com a elevação por parte dos EUA de uma recompensa para US$ 50 milhões pela prisão de Maduro. A presença militar no Mar do Caribe, inicialmente justificada como combate ao narcotráfico, evoluiu para operações diretas após o insucesso de negociações diplomáticas em novembro.
Recentemente, a marinha dos EUA havia apreendido navios petroleiros venezuelanos e estabelecido bloqueios navais. O governo norte-americano acusa Maduro de liderar o Cartel de los Soles, agora considerado organização terrorista, e alega interesse estratégico nas reservas de petróleo da região, entre as maiores do mundo.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
