Por Redação
O Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU) divulgou que, nos últimos sete anos, foram recolhidas mais de 4,2 milhões de toneladas de lixo descartado de forma irregular nas ruas e áreas públicas da capital. Apenas em 2025, o volume totalizou 678 mil toneladas. Esse resultado é atribuído a uma estratégia integrada do governo, que inclui ações de educação ambiental, campanhas de conscientização e a aplicação de multas para desencorajar o descarte inadequado de resíduos.
De acordo com a diretora técnica do SLU, Andrea Almeida, a abordagem adotada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) envolve o trabalho conjunto de diferentes órgãos, como as administrações regionais e a Novacap. Essa colaboração resultou na estabilização do volume de resíduos irregulares recolhidos anualmente, evitando um aumento descontrolado.
Entre 2023 e 2024, houve um aumento de cerca de 2 mil toneladas, passando de 651 mil para 653 mil toneladas. Já do ano de 2024 para 2025, o acréscimo foi de aproximadamente 25 mil toneladas. No entanto, a diretora ressalta que esses números não indicam um crescimento expressivo em relação ao volume total de resíduos gerenciados pelo serviço.
A fiscalização do SLU também identificou um aumento significativo no correto descarte de materiais volumosos nos papa-entulhos. O recolhimento saltou de 31 mil toneladas em 2023 para 49 mil toneladas em 2025, mostrando uma maior adesão da população a essa prática.
Com a expansão da rede de papa-entulhos desde 2019, o DF conta atualmente com 26 unidades, e a previsão é de inaugurar mais duas em breve. A meta é alcançar 43 unidades instaladas até o final do ano, com os locais definidos com base em mapeamentos que identificam os pontos com maior incidência de descarte irregular.
A gestão de resíduos sólidos é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a população, segundo Andrea Almeida. A separação adequada dos materiais e o uso correto dos pontos de entrega são essenciais para o sucesso da política de limpeza urbana.
O trabalho de zeladoria do SLU conta com o apoio de reeducandos do sistema prisional por meio de uma parceria com a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), contribuindo para a ressocialização dos apenados.
