Por Kleber Karpov
O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação judicial contra o apresentador Carlos Massa, conhecido como Ratinho, e o canal SBT, por alegado discurso transfóbico contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A ação por danos morais coletivos foi protocolada em Brasília, devido a comentários feitos por Ratinho durante seu programa, questionando a eleição de Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. O MPF pede uma indenização de R$ 10 milhões.
Transfobia
No programa no SBT, Ratinho expressou sua opinião sobre a nomeação de Hilton para o cargo na comissão, afirmando: “Não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? A Erika Hilton. Ela não é mulher, ela é trans”. Para o MPF, essa declaração se caracteriza como discurso de ódio, resultando na abertura do processo. Além da compensação financeira, a ação busca a remoção imediata do conteúdo das redes sociais e do site do SBT.
Desdobramentos
O promotor do caso também solicitou que Ratinho emita uma retratação formal. Paralelamente, a deputada Erika Hilton anunciou que iniciou um processo judicial individual contra Carlos Massa em relação ao episódio.
Posicionamento da emissora
O SBT emitiu uma nota à imprensa para abordar o incidente, afirmando que as declarações de Ratinho não representam a visão da empresa e que o caso está sendo analisado internamente.
“O SBT repudia qualquer forma de discriminação e preconceito, que estão em desacordo com os valores da empresa. As falas do apresentador Ratinho, feitas ao vivo em seu programa, não refletem a opinião da emissora e estão sendo avaliadas pela diretoria, que lidará com o assunto internamente para garantir que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores”, declarou o SBT.
