O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, pediu a inclusão do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, no inquérito que investiga a disseminação de notícias falsas, em razão da publicação de um vídeo em que fantoches representam juízes da Corte.
A denúncia formal foi encaminhada por Mendes ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Este, por sua vez, enviou o material à Procuradoria-Geral da República, que ainda não se manifestou sobre o assunto.
Segundo informações divulgadas pelo Diário do Centro do Mundo, essa ação decorre de uma postagem recente feita por Zema em suas redes sociais. O clipe apresenta um boneco que simboliza Gilmar Mendes dialogando com outro boneco que representa o ministro Dias Toffoli.
A cena faz alusão a decisões tomadas pelo STF e menciona o resort Tayayá, anteriormente associado a Toffoli e adquirido por um fundo relacionado ao empresário Daniel Vorcaro. O vídeo é parte da série satírica “Os Intocáveis”, cujo segundo episódio foi lançado por Zema em março.
Os fantoches realizam diálogos utilizando técnicas de edição e vozes geradas artificialmente. Gilmar Mendes argumenta que o conteúdo vai além dos limites da crítica política e atinge diretamente a dignidade dos ministros e a integridade da instituição.
No documento enviado à Procuradoria, Mendes afirmou que o vídeo desmerece não apenas a imagem do STF, mas também sua própria honra. Ele ressaltou a utilização de edição profissional avançada e de recursos de deep fake para replicar vozes e criar conversas fictícias.
Segundo Gilmar, a intenção seria comprometer a integridade da instituição. Ele destacou o grande alcance da postagem, visto que as redes sociais de Zema acumulam milhões de seguidores e o vídeo teve ampla circulação.
Em resposta às críticas direcionadas ao STF por parte de Zema, o governador chegou a afirmar que tanto Alexandre de Moraes quanto Dias Toffoli deveriam ser presos em vez de apenas sofrerem impeachment. Essas declarações provocaram reações negativas entre juristas e líderes políticos.
Gilmar Mendes já havia se manifestado sobre as afirmações de Zema através das redes sociais, lembrando que durante sua gestão como governador, Minas Gerais recorreu ao STF para postergar o pagamento das parcelas da dívida com a União.
A ironia da situação não passou despercebida para Mendes, que enfatizou como é curioso Zema criticar a Corte após ter sido beneficiado por decisões favoráveis dela. Sem essa intervenção judicial do STF, Minas Gerais poderia ter enfrentado sérias dificuldades fiscais, comprometendo serviços públicos essenciais.
Mendes caracterizou a postura de Zema como uma expressão do utilitarismo político: o STF é visto como um aliado quando conveniente e como um vilão quando age conforme os preceitos constitucionais. Agora, cabe à Procuradoria-Geral da República decidir se dará início a uma investigação formal contra o governador.
Leia também: Gilmar Mendes critica Romeu Zema pela hipocrisia após pedido de prisão contra ministros do STF
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