Na terça-feira (18), o dólar à vista encerrou o dia com uma alta de 0,44%, sendo cotado a R$ 5,22 na venda. Esse movimento reflete uma busca global por ativos que ofereçam proteção, impulsionada por incertezas geopolíticas no Oriente Médio e a pressão sobre os preços do petróleo.
Tensões internacionais e impacto no petróleo
A intensificação das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, juntamente com a situação delicada da navegação no Estreito de Ormuz, fez com que o preço do barril de petróleo tipo Brent permanecesse acima dos US$ 90. O aumento nos custos da energia reavivou preocupações acerca da inflação mundial, restringindo o interesse por moedas emergentes como o real.
No cenário internacional, o índice DXY, que avalia a força do dólar em comparação com uma seleção de moedas de nações desenvolvidas, apresentou uma leve valorização, atingindo 99,62 pontos. A aversão ao risco dominou entre os investidores diante do impasse diplomático na região asiática.
Expectativas sobre juros nos EUA
Simultaneamente, recentes dados indicativos de perda pontual de empregos e uma inflação mais amena nos Estados Unidos diminuíram as expectativas em torno de um possível aumento na taxa básica de juros pelo Federal Reserve. A probabilidade de elevação durante a reunião de setembro caiu de 52% para 35%, conforme informações da plataforma FedWatch da bolsa CME.
Os operadores do mercado financeiro estão atentos à divulgação da ata da última reunião do banco central norte-americano, que deve ajudar a ajustar as projeções sobre a trajetória das taxas de juros na economia dos EUA.
Consequências para o mercado brasileiro
No Brasil, a valorização do dólar exerceu pressão sobre as taxas futuras de juros na B3, limitando os possíveis benefícios que indicadores internos poderiam oferecer ao câmbio. Com essa alta registrada nesta sessão, o dólar já acumula um avanço aproximado de 3% no mês de agosto.
As flutuações na taxa cambial nos próximos dias estarão intimamente ligadas à evolução da crise no Oriente Médio e aos possíveis repasses dos aumentos nas commodities para os preços ao consumidor brasileiro.
