Valorização do fosfeto de índio explode com aumento da procura por inteligência artificial

A competição mundial por infraestrutura de inteligência artificial gerou um expressivo aumento nos preços do fosfeto de índio, um composto químico fundamental para a transmissão de dados em redes de fibra óptica utilizadas em centros de processamento. Essa elevação nos custos impacta diretamente os substratos semicondutores produzidos na China e intensifica a pressão sobre a cadeia global de suprimentos no setor tecnológico.

Esse material é essencial na produção de lasers que transformam sinais elétricos em feixes luminosos, possibilitando o alto volume de dados que os novos sistemas computacionais demandam. Com a China sendo responsável por uma parcela significativa da produção mundial desse composto, os preços locais dos substratos apresentaram aumentos substanciais nos últimos meses.

Projeções de mercado e aumento acumulado

Informações do mercado revelam que o preço dos substratos de duas polegadas de fosfeto de índio saltou de aproximadamente 500 yuan no final de 2025 para cerca de 880 yuan por lâmina em junho. Da mesma forma, as lâminas de três polegadas passaram de aproximadamente 1.800 yuan para cerca de 3.200 yuan no mercado chinês durante o mesmo intervalo.

Na última segunda-feira, um índice que monitora mais de 20 empresas do setor listadas na China continental registrou um aumento de 4,2%, superando outros segmentos como litografia e materiais semicondutores genéricos. Especialistas da área antecipam que a indústria pode implementar novos reajustes que podem chegar a até 10% no quarto trimestre deste ano.

Impacto no mercado asiático

A tendência de alta também se espalhou entre fornecedores em outras nações asiáticas. A empresa japonesa JX Advanced Metals iniciou uma avaliação dos preços, com possibilidade de elevações que variam entre duas a três vezes os valores anteriores.

A demanda por módulos ópticos segue ultrapassando as expectativas das indústrias da região quanto à expansão da capacidade produtiva. A escassez do fosfeto de índio, combinada com gargalos industriais, mantém o fornecimento sob pressão, restringindo o ritmo da construção de novas centrais de dados em todo o mundo.