Nesta terça-feira, o general Zhang Shengmin, integrante da Comissão Militar Central (CMC), ressaltou a necessidade de lealdade incondicional do Exército de Libertação Popular (ELP) em relação ao Partido Comunista da China. Em um artigo publicado no Diário do Povo, ele utilizou o legado do falecido ex-presidente Jiang Zemin para destacar a importância da coesão ideológica nas forças armadas.
O artigo foi divulgado em um momento significativo, coincidindo com as comemorações do centenário de nascimento de Jiang Zemin, que contou com diversas homenagens oficiais na capital chinesa. Este marco foi aproveitado pela liderança governamental para reafirmar as diretrizes políticas que foram estabelecidas ao longo das últimas décadas.
Rejeição ao afastamento ideológico
O general Zhang Shengmin afirmou que a China se deparou com ameaças existenciais após a desintegração do bloco soviético em 1989. Segundo ele, forças externas tentaram fomentar a despolitização e a nacionalização das Forças Armadas como estratégia para enfraquecer o governo chinês.
A liderança da China vê a diminuição da influência do partido sobre as tropas como uma ameaça imediata à estabilidade do Estado. O texto enfatiza que Jiang Zemin considerava o comando partidário como a estrutura fundamental do Exército, promovendo iniciativas educativas e combatendo tendências consideradas nocivas.
Controle estratégico e soberania
A defesa da unidade política reforça a doutrina de um comando centralizado em face de desafios geopolíticos e pressões internacionais. A manutenção do controle partidário sobre o Exército continua sendo um pilar essencial para a segurança e soberania nacional da China.
