Irã revela registros de embarcações desafiando restrições navais dos EUA no estreito de Ormuz

Imagens de satélite e registros de navegação foram revelados pelo Irã, mostrando embarcações associadas a Teerã desafiando o bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos.

Navios que estão agrupados ou em trânsito nas proximidades do estreito de Ormuz ignoram as severas restrições estabelecidas por Washington em relação aos portos iranianos.

As fotografias aéreas capturam embarcações aguardando a oportunidade de atravessar essa via estratégica, enquanto mapas oficiais mostram rotas alternativas disponíveis.

Um dos navios mencionados, o Golbon, está navegando apesar de estar sob sanções da Oficina de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA.

Outro exemplo é o graneleiro Sea Champion, que completou sua travessia rumo ao golfo de Omã, sendo identificado como o terceiro navio do dia a cruzar a área sob intensa tensão.

Diversas fontes de rastreamento marítimo confirmaram que várias embarcações ligadas ao Irã conseguiram atravessar a região, mesmo diante do cerco naval.

O bloqueio naval foi instaurado com ordens dos EUA para limitar o acesso às vias marítimas que levam aos portos do Irã. As autoridades norte-americanas asseguram que essa ação não tem a intenção de impedir o trânsito de embarcações neutras entre portos não iranianos.

Por outro lado, o governo iraniano considera essa ação ilegal e um ato de pirataria no mar.

Abolfazl Shekarchi, porta-voz do Quartel General Central de Khatam al-Anbiya, fez um alerta afirmando que nenhum porto no golfo Pérsico ou no mar de Omã estará seguro se os portos iranianos forem ameaçados.

Dados obtidos através do monitoramento indicam que pelo menos quatro embarcações sancionadas pelos Estados Unidos cruzaram o estreito nos primeiros dias da operação militar.

Essas naves adotaram rotas noturnas e alteraram seus sinais AIS para evitar serem detectadas pelas forças navais americanas.

A iniciativa dos EUA visa pressionar economicamente Teerã ao interromper suas exportações marítimas de petróleo.

No entendimento do Irã, essa medida fere sua soberania e viola o direito internacional relativo à passagem por essa rota estratégica.

As imagens divulgadas reforçam a capacidade do Irã em manter suas operações mesmo diante das ameaças externas.

O estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do petróleo mundial transportado por via marítima; qualquer interrupção significativa pode causar oscilações imediatas nos preços globais do petróleo e afetar as cadeias logísticas energéticas.

Ainda na perspectiva iraniana, há um aviso claro: caso o bloqueio não seja suspenso, as exportações serão interrompidas e possíveis respostas militares poderão se estender além da própria área do estreito.

A postura do Irã reafirma seu controle legítimo sobre esta importante via marítima e denuncia as sanções unilaterais e ilegais impostas por Washington.

Diversas embarcações continuam operando na região, evidenciando a dificuldade prática em estabelecer um cerco total e demonstrando a resiliência iraniana frente à pressão externa.

Com informações de actualidad.rt.com.


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