No Palácio Nacional, durante uma coletiva de imprensa, Sheinbaum criticou veementemente as alegações de corrupção feitas pela oposição, chamando-as de “desfaçatez” e sublinhando que os episódios mais sérios ocorreram em gestões passadas.
Em resposta a questionamentos sobre a inabilitação de Frida Martínez Zamora, ex-secretária geral da extinta Polícia Federal, e Damián Canales Mena, que foi o responsável pela divisão de inteligência, Sheinbaum mencionou que ambos foram punidos por desviar mais de 65 milhões de dólares na compra de tecnologia para espionagem. A presidente ressaltou que esse caso está vinculado a investigações que envolvem Genaro García Luna, ex-secretário de Segurança Pública, atualmente encarcerado nos Estados Unidos por narcotráfico e denunciado por corrupção em esquemas relacionados à venda de equipamentos de segurança para instituições públicas.
Após sua saída do governo federal, García Luna estabeleceu empresas voltadas à comercialização de tecnologia e equipamentos especializados, que foram adquiridos por várias entidades governamentais e estaduais. Sheinbaum apontou que em muitas dessas operações os produtos nunca foram entregues ou foram adquiridos a preços inflacionados, o que evidencia práticas corruptas nas transações.
A resolução emitida pela Secretaria Anticorrupção e Bom Governo está conectada a essas atividades fraudulentas, além de outras investigações que estão sendo conduzidas pela Procuradoria Geral da República. Durante a coletiva, Sheinbaum apresentou documentos e informações detalhadas sobre as irregularidades encontradas, enfatizando a gravidade das apurações em andamento.
