A produção de medicamentos em Cuba está enfrentando desafios significativos devido ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos. Mayda Mauri, presidente do Grupo Empresarial BioCubaFarma, apontou que a indústria farmacêutica e biotecnológica da ilha vive uma situação sem precedentes, resultado das restrições comerciais e financeiras vigentes por mais de sessenta anos.
Atualmente, cerca de 300 dos 395 medicamentos que fazem parte do quadro básico de saúde cubano estão sendo afetados pela escassez de matérias-primas e insumos essenciais. Em entrevista ao Canal Cubano de Notícias, Mauri mencionou que a BioCubaFarma, em colaboração com o Ministério da Saúde Pública, está priorizando a fabricação de medicamentos voltados para situações de emergência e pacientes críticos, como soros e insumos utilizados em hemodiálise.
Além disso, ela destacou o esforço da empresa em fortalecer parcerias e negócios internacionais para maximizar os recursos provenientes da exportação de produtos biotecnológicos inovadores, que são reconhecidos globalmente e possuem patentes. Mauri enfatizou que a indústria evita exportar medicamentos que estejam em falta no mercado cubano.
A cooperação estratégica com países como China, Vietnã e Rússia é considerada fundamental para o avanço do setor. A criação de empresas mistas nesses países já está em andamento, trazendo benefícios mútuos. Essa colaboração internacional é essencial para contornar as dificuldades impostas pelo bloqueio.
Com informações de ULTIMASNOTICIAS.
