Estudo revela a real razão por trás da superioridade de Lula — e ela surpreende você

Uma recente pesquisa nacional realizada pela Indexa Pesquisas, entre os dias 20 e 23 de agosto, revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto para o primeiro turno, alcançando 39%. O senador Flávio Bolsonaro (PL) segue em segundo lugar, com 34%. O estudo entrevistou 2.000 eleitores por telefone em todo o Brasil, apresentando uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais e um nível de confiança de 95%, registrado sob TSE BR-06366/2026.

O aspecto mais intrigante desta quarta rodada da pesquisa não é apenas a continuidade da liderança de Lula, que se mantém desde maio, mas sim a evolução do senador Flávio. Após três meses estagnado entre 30% e 31%, ele registrou um aumento significativo nas intenções de voto, uma variação que ultrapassa a margem de erro esperada e indica uma real consolidação, ao invés de ser apenas ruído estatístico. Por sua vez, a ligeira queda de Lula – passando de 41% em julho para 39% agora – está dentro do intervalo aceitável da pesquisa e não deve ser interpretada como uma diminuição sólida. No que diz respeito ao segundo turno simulado, Lula permanece com os mesmos 46% das pesquisas anteriores, enquanto Flávio recupera força ao alcançar 41%, reduzindo a diferença para cinco pontos percentuais.

Uma análise dos dados por perfil socioeconômico revela um Brasil dividido em relação aos candidatos. Entre os eleitores com renda mensal de um a dois salários mínimos, Lula possui uma expressiva vantagem de 23 pontos percentuais (46% contra 23% de Flávio). Contudo, essa vantagem diminui conforme a renda aumenta: na faixa entre dois e cinco salários mínimos, ambos os candidatos estão tecnicamente empatados (38% para Flávio e 36% para Lula), e acima de cinco salários mínimos, Flávio lidera com 39% contra 35%. O mesmo padrão se repete nas diferentes regiões do país: enquanto Lula detém 54% no Nordeste, ele perde no Sul (29% para Flávio e 42%) e quase empata no Sudeste. Entre as mulheres, Lula tem uma vantagem de 16 pontos (44% versus 28%), mas entre os homens essa vantagem desaparece e Flávio assume a dianteira com uma diferença de cinco pontos. Entre os eleitores evangélicos, o senador obtém quase o dobro dos votos que Lula.

Um dado revelador da pesquisa refere-se às taxas de rejeição: tanto Lula quanto Flávio apresentam exatamente o mesmo índice de eleitores que afirmam “jamais votariam” neles, com 49% cada. O potencial total de crescimento também é semelhante — Lula tem um potencial de 48%, enquanto Flávio atinge 47%, incluindo aqueles que já votam ou poderiam votar neles. Assim sendo, não há vantagem considerável na imagem entre os dois candidatos. A diferença nas intenções do primeiro turno pode ser atribuída à fragmentação do eleitorado bolsonarista. Candidatos como Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema somam juntos 10% das intenções de voto, majoritariamente provenientes do mesmo eleitorado que rejeita Lula. Isso demonstra que os eleitores que apoiaram Jair Bolsonaro em 2022 atualmente estão mais dispersos (76% continuam com Flávio e o restante migra para outras opções à direita) em comparação com os apoiadores de Lula em 2022, dos quais 87% permanecem fiéis ao presidente.

Essa fidelidade ajuda a compreender por que a Indexa observou um aumento significativo na consolidação do voto: o número de eleitores que consideram sua escolha “definitiva” saltou de 66% em julho para impressionantes 77% em agosto; ao mesmo tempo, aqueles que afirmam “pode mudar” caiu de 26% para apenas 19%. A polarização vivida em 2022 continua a moldar o cenário político sem grandes vazamentos — entre os lulistas ou petistas, a decisão está totalmente consolidada em favor de Lula; já entre os bolsonaristas, impressionantes 94% rejeitam qualquer possibilidade de reeleição do petista.

No quesito avaliação do governo atual, as opiniões permanecem divididas: enquanto 46% aprovam a gestão do presidente Lula, outros 50% desaprovam sua administração — uma distância estável desde julho. A aprovação segue padrões semelhantes aos das intenções de voto em relação à renda e gênero: atinge 54% entre aqueles que ganham até dois salários mínimos e cai para 41% na faixa superior a cinco salários; além disso, é aprovada por 52% das mulheres contra apenas 40% dos homens. Em relação à pergunta se o presidente “merece mais quatro anos”, houve um avanço real: subiu para 41%, partindo dos anteriores 36%, embora ainda haja uma maioria (51%) contrária.

Por fim, sobre inteligência artificial e deepfakes, um dado interessante emerge como um consenso raro entre o eleitorado polarizado: cerca de 84% dos participantes rechaçam o uso desse recurso por candidatos para beneficiar suas campanhas; além disso, impressionantes 92% desaprovam seu uso contra adversários e cerca de 79% defendem que conteúdos gerados por IA devem ser obrigatoriamente identificados como tal — essa posição é compartilhada tanto por lulistas quanto bolsonaristas ou eleitores centristas sem grandes distinções.

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