Trump faz discurso na ONU e lança advertências globais

Nunca se presenciou na história da ONU, e talvez em todo o mundo, uma liderança de um país relevante utilizar uma plataforma internacional para ameaçar a destruição de outra nação. Na terça-feira, 22, Donald Trump fez exatamente isso ao discursar na Assembleia Geral.

A frase “Aniquilaremos o Irã para o inferno”, conforme registrado, encapsula o tom do que pode ser considerado um dos discursos mais chocantes já ouvidos naquela assembleia.

Surpreendentemente, a maioria dos argumentos que fundamentam essa ameaça se baseia em falsidades. O comportamento perturbador revela a desinformação promovida pela mídia ocidental, que criou um estereótipo de um país que luta pela sua sobrevivência e soberania.

O Irã é uma das grandes potências mundiais e possui uma das civilizações mais antigas da história da humanidade, tendo sido alvo de invasões imperialistas diversas vezes. Seus desafios contemporâneos começaram quando buscou sua independência e nacionalizou seus recursos naturais, um direito legítimo de qualquer nação.

Desde então, Teerã não teve descanso por parte do Ocidente.

Trump demonstrou descaso absoluto com a humanidade e com o mundo ao falar apenas sobre um país poderoso que exige submissão de todos os outros. A ambição imperial dos Estados Unidos se apresenta como uma norma global.

Um nível de arrogância que nem mesmo Calígula ou as figuras mais insanas da Antiguidade teriam coragem de expressar em público.

Espera-se que, diante dessa ameaça, o mundo se una para colocar limites nesse império descontrolado. A agressão contra Teerã é também um ataque ao direito internacional, à paz mundial e ao bem-estar da humanidade como um todo.

No mesmo discurso, Trump desconsiderou a soberania da Venezuela, tratando o Hemisfério Ocidental como seu próprio quintal. Ele também criticou o Tribunal Penal Internacional, que atua com autonomia e que não pode ser desafiado pelo império em sua visão distorcida.

Lula utilizou a mesma tribuna para responder indiretamente às provocações, criticando as ameaças a países soberanos, as guerras intermináveis e os trilhões gastos em armamentos enquanto recursos são escassos para combater a fome.

Foi uma manifestação digna de um imperador desequilibrado e decadente. É positivo que ele se expresse assim, pois isso evidencia quem realmente é no cenário global.

Assista abaixo ao trecho do discurso onde Trump menciona o Irã, com legendas em português.

Com informações de CNN Brasil, g1 e Estadão. Vídeo do discurso por C-SPAN.