Nesta quinta-feira (15), o governo federal apresentou a nova Política Nacional de Conectividade em Rodovias, que determina que as operadoras de telefonia móvel devem permitir que seus clientes utilizem as antenas de concorrentes ao longo das estradas do Brasil. De acordo com o Ministério das Comunicações, essa iniciativa poderá aumentar a cobertura disponível nas rodovias federais de 36,6% para 58,9%.
Esta política é resultado de um trabalho conjunto entre os ministérios das Comunicações e dos Transportes, com o objetivo de expandir a cobertura de telefonia móvel em 72,3 mil quilômetros de rodovias estaduais e federais, estabelecendo metas anuais para sua implementação.
Utilização da rede da concorrência
O principal aspecto dessa política é a obrigatoriedade da itinerância: os celulares poderão se conectar à rede 4G ou 5G de outras operadoras nas áreas onde a empresa contratada não oferece sinal. Esse mecanismo é semelhante ao utilizado em roaming durante viagens internacionais e visa garantir que motoristas não fiquem sem sinal ao passar por trechos sem cobertura de sua operadora, mesmo que haja torres de concorrentes na região.
Conforme informações do Ministério das Comunicações, essa medida proporcionará um aumento significativo na extensão das rodovias federais cobertas, passando de 27,2 mil para 44,1 mil quilômetros disponíveis aos consumidores.
BR-101 como prioridade na primeira fase
Até 2027, o governo planeja conectar um total de 16 mil quilômetros em rodovias federais, incluindo a BR-101, que se estende do Nordeste ao Sul do país ao longo de aproximadamente 4,8 mil quilômetros.
A expansão da cobertura será facilitada por compromissos assumidos durante o leilão da faixa de 700 megahertz, uma frequência capaz de cobrir longas distâncias com menor número de antenas. A intenção do governo é transformar essas obrigações em investimentos direcionados à melhoria da cobertura nas estradas. Além disso, os contratos para concessões rodoviárias deverão incluir novas exigências relacionadas à conectividade.
