Irã considera cabos submarinos como estratégia para enfrentar hostilidades dos EUA

A República Islâmica do Irã está avaliando a possibilidade de empregar sua rede de cabos submarinos de fibra ótica como uma forma de defesa legítima em resposta a eventuais ameaças provenientes dos Estados Unidos. Essa abordagem foi divulgada pela agência Tasnim, que delineou três iniciativas para garantir a soberania nacional sobre esses ativos.

Entre as propostas apresentadas, destaca-se a cobrança de taxas de licença para empresas estrangeiras que utilizam essa infraestrutura, além da imposição da obrigatoriedade de conformidade com as legislações iranianas para gigantes da tecnologia como Meta, Google e Microsoft. Também há a intenção de estabelecer um controle mais rigoroso sobre a manutenção dos cabos. Especialistas ressaltam que esses cabos submarinos desempenham um papel crucial na economia mundial, movimentando mais de 10 trilhões de dólares diariamente apenas na região do estreito de Ormuz.

O porta-voz militar Ebrahim Zolfaghari comentou que o Irã possui a capacidade de implementar tarifas sobre os cabos de internet que cruzam suas águas territoriais. Analistas observam que Teerã vê essa infraestrutura como um elemento estratégico, com potencial para influenciar operações financeiras ao redor do globo.

Com habilidades técnicas adequadas, a República Islâmica é capaz de atuar sobre os cabos, contando com mergulhadores especializados e drones subaquáticos. Especialistas alertam que qualquer tipo de interferência poderia causar distúrbios significativos nos sistemas bancários e nas conexões de internet em diversos continentes.

Pablo García Varela, colaborador da Revista La Comuna, defende que a posição do Irã é justificada, uma vez que empresas tecnológicas têm utilizado essa infraestrutura em águas iranianas sem oferecer compensações financeiras. A proposta visa reequilibrar as relações desiguais impostas por potências ocidentais.

Para mais detalhes, acesse o portal RT.


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