O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atravessa um dos períodos mais desafiadores de seu segundo mandato. Uma nova pesquisa da Reuters/Ipsos revela que sua aprovação nacional despencou para 36%, posicionando-o entre os líderes mais impopulares da história recente do país.
Apesar de ter apresentado um leve aumento de um ponto percentual em comparação à semana passada, o índice de aprovação permanece extremamente baixo. Ao reassumir a presidência em janeiro de 2025, Trump contava com 47% de apoio. Desde aquele momento, ele já perdeu 11 pontos percentuais na aceitação popular.
Os dados demonstram um desgaste generalizado na imagem do presidente.
No que diz respeito à avaliação do custo de vida, somente 24% dos americanos aprovam as ações de Trump, enquanto 69% desaprovam. A situação econômica, que historicamente era um dos trunfos políticos do republicano, apresenta índices ainda mais preocupantes nas pesquisas recentes, com aprovações girando em torno de 29% a 30%, os menores desde que iniciou sua trajetória presidencial.
A queda na aprovação já começa a afetar grupos que costumavam ser favoráveis ao presidente. Entre os eleitores rurais, uma base tradicionalmente leal a Trump, a aceitação caiu de 60% para 50% em pouco mais de um ano, enquanto a desaprovação saltou para 48%.
Mesmo entre os evangélicos, considerados essenciais para suas vitórias eleitorais passadas, a lealdade tem diminuído. A pesquisa da Reuters/Ipsos mostra que sua aprovação nesse segmento caiu para 52%, influenciada pela guerra contra o Irã e pelo aumento nos preços dos combustíveis.
Outros levantamentos corroboram essa tendência. Uma pesquisa realizada pelo Washington Post/ABC News/Ipsos apontou apenas 37% de aprovação e 62% de desaprovação, uma das piores marcas já registradas por Trump durante seus mandatos.
Especialistas indicam que o aumento nos preços dos combustíveis, a inflação persistente e os altos custos relacionados ao conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos são fatores centrais no desgaste da imagem presidencial.
A situação é preocupante para os republicanos, especialmente com as eleições legislativas se aproximando. Com a aprovação estagnada entre 35% e 37%, Trump enfrenta índices comparáveis aos piores momentos enfrentados por presidentes contemporâneos e uma resistência crescente entre eleitores independentes, um grupo crucial nas eleições americanas.
A marca de 36% de aprovação, portanto, não representa apenas um revés temporário. Ela reforça uma tendência observada ao longo de 2026: Trump continua perdendo apoio entre segmentos que foram fundamentais para seu retorno ao poder e entra no período pré-eleitoral carregando uma das maiores taxas de rejeição já vistas para um presidente ativo nos Estados Unidos.
