Desemprego se mantém em 5,3% sob Lula, enquanto Brasil alcança recorde em ocupação laboral

No Brasil, a taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, conforme dados do IBGE. Esse percentual se mantém igual ao registrado no trimestre anterior (julho), que já havia sido destacado como o menor índice observado para esse período. Em comparação com maio, houve uma redução de 0,3 ponto percentual (de 5,6% para 5,3%), e a mesma queda é vista em relação ao mesmo trimestre de 2022.

A quantidade de pessoas ocupadas atingiu a marca de 103,5 milhões, estabelecendo um novo recorde na série histórica. Esse número representa um aumento de 0,8% em relação ao trimestre e de 1% se comparado ao ano anterior. A força de trabalho total também alcançou um recorde, somando 109,3 milhões. A taxa de ocupação subiu para 58,9%. No setor formal, o total de empregados com carteira assinada no setor privado chegou a 39,5 milhões; apesar disso, esse número permaneceu estável tanto em relação ao trimestre quanto ao ano. Isso indica que uma parte significativa do crescimento recente na ocupação vem de outras modalidades de trabalho.

Entretanto, um dado que merece atenção é o aumento da taxa de informalidade, que agora atinge 37,5% da população ocupada (equivalente a 38,8 milhões de indivíduos), frente aos 37,3% do trimestre anterior. Isso significa que enquanto o emprego formal estagnou, o trabalho informal apresentou um crescimento proporcional mais acentuado. Essa tendência pode resultar em menos proteção trabalhista e previdenciária para uma parcela considerável dos novos trabalhadores.

O rendimento médio foi mantido em R$ 3.777 no último trimestre; no entanto, houve uma alta acumulada de 3,7% nos últimos doze meses. A massa salarial total também alcançou um novo patamar recorde de R$ 385,6 bilhões, com um crescimento de 1,4% no trimestre e de 4,8% em comparação com o ano anterior. Nos setores econômicos analisados anualmente, os melhores desempenhos salariais foram observados no Comércio (+4,8%), na Indústria (+4%) e nos Serviços domésticos (+4,6%).

Em relação à subutilização da força de trabalho, o índice composto (que inclui desocupados, subocupados por insuficiência de horas e força de trabalho potencial) ficou em 13,1%, praticamente inalterado em comparação ao trimestre anterior. Entretanto, houve uma queda anual de 1 ponto percentual nesse indicador totalizando cerca de 15 milhões de pessoas. O número de desalentados – aqueles que desistiram da busca por emprego – foi estimado em 2,4 milhões e registrou uma diminuição próxima a 12% no último ano.

Assim sendo, o panorama atual apresenta tanto indicadores positivos (como recordes na ocupação e na massa salarial e uma taxa historicamente baixa de desemprego) quanto uma preocupação que já havia sido levantada anteriormente: a estagnação do emprego formal neste último trimestre unida ao crescimento da informalidade sugere que o mercado laboral brasileiro pode estar se aproximando do limite na criação de novas vagas formais sob as condições atuais. Essa informação é relevante para as discussões sobre a disponibilidade fiscal para implementar políticas destinadas a estimular o emprego formal nos próximos anos.