Mapuche Lof Melo e Lof Kinxikew enfrentam ameaças de despejo na Patagônia argentina

Recentemente, as comunidades Lof Melo e Lof Kinxikew se reuniram em um encontro comunitário para reafirmar sua luta contra a ordem de despejo emitida pelo juiz Bonorino. O evento contou com a presença de lideranças de outras comunidades indígenas, além de representantes de organizações sociais e apoiadores, que manifestaram solidariedade à defesa do território na Patagônia argentina.

Os participantes do encontro expressaram sua indignação em relação à decisão judicial, que desconsidera documentos antropológicos e os levantamentos territoriais que atestam a presença histórica do povo mapuche na área. Eles estão exigindo que o sistema judiciário reexamine o caso e suspenda a execução da ordem, uma vez que essa medida coloca em risco vidas humanas e um ecossistema vital.

Críticas ao magistrado foram proferidas pelos mapuche, que alegam que provas técnicas e periciais não foram levadas em conta durante o julgamento. Para eles, a ordem de despejo favorece interesses econômicos de grupos privados que visam explorar turisticamente e agrariamente a região.

Durante o evento, os participantes compartilharam um almoço coletivo e reafirmaram o lema principal da mobilização: “O território não se vende, se defende”. Essa frase reflete a visão mapuche de que a terra é parte fundamental de sua identidade.

Além disso, os presentes evocaram o termo Marichiweu — que traduz-se como “dez vezes venceremos” — simbolizando sua determinação histórica. O conflito reacende debates sobre os direitos territoriais dos povos indígenas na Argentina, onde diversas comunidades exigem o cumprimento efetivo da Lei Nacional 26.160, que proíbe despejos e determina levantamentos das terras indígenas.

Infelizmente, essa legislação é frequentemente ignorada por decisões judiciais influenciadas por pressões empresariais que buscam expandir as fronteiras da exploração agrícola e imobiliária na Patagônia.

A resistência dos mapuche é interpretada por movimentos sociais como uma oposição à mercantilização dos recursos naturais e à concentração fundiária. Essa luta visa proteger tanto a cultura ancestral quanto os recursos ambientais essenciais para o equilíbrio da região andina.

Apoios de organizações de direitos humanos e ambientais têm fortalecido a posição das comunidades Lof Melo e Lof Kinxikew, que afirmam manter sua resistência contra qualquer tentativa de remoção de seu território ancestral.


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