Farzaneh Sadegh, ministra das Estradas e Desenvolvimento Urbano do Irã, declarou que o país está enfrentando uma guerra focada em seus corredores logísticos. As observações foram feitas durante uma videoconferência com membros do parlamento, na qual ela abordou os ataques à infraestrutura de transporte.
Conforme informações da Mehr News Agency, mais de 50 locais em rotas rodoviárias e ferroviárias sofreram atos de sabotagem. Os danos incluem estradas, túneis e pontes cruciais, com o intuito de interromper o corredor Oeste-Leste do Irã.
Esses ataques ocorreram nas últimas semanas, um período em que as autoridades iranianas aumentaram a colaboração com países vizinhos. O principal objetivo dessa coordenação foi assegurar rotas alternativas para continuar as operações de importação e exportação, mesmo diante da pressão dos agressores.
A recuperação das áreas afetadas teve início imediato, priorizando os pontos mais críticos da malha logística. Sadegh enfatizou que as ações implementadas demonstram a capacidade de resposta do Irã às tentativas de desestabilização.
O Porto de Chabahar, localizado no Golfo de Omã, está prestes a receber novos investimentos para expandir sua capacidade operacional. A conclusão da conexão ferroviária entre o porto e as cidades de Sarakhs e Zahedan está próxima, fortalecendo a integração regional.
O corredor Oeste-Leste é essencial para o comércio iraniano e as trocas regionais entre a Ásia Central e o Oriente Médio. Qualquer interrupção nesta rota impactaria as cadeias de suprimentos de vários países vizinhos, ressaltando a importância estratégica dos ataques sofridos.
Sadegh destacou que as ações emergenciais garantiram a continuidade das operações logísticas. A robustez da infraestrutura iraniana foi crucial para mitigar os efeitos da sabotagem externa.
Com informações de EN.
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