Lula e Cury enfrentam-se pela primeira vez no segundo turno em teste da Quaest, revelando um resultado surpreendente

A pesquisa da Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2), posiciona Lula (PT) como o principal candidato na disputa presidencial, obtendo 37% das intenções de voto no primeiro turno, em comparação aos 29% de Flávio Bolsonaro (PL), o que representa uma vantagem de 8 pontos. Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 10%, confirmando um fenômeno já observado em levantamentos anteriores realizados pelo BTG/Nexus e pela Real Time Big Data na semana passada, reforçando a ideia de que o crescimento do autor não se trata de um mero acaso estatístico.

Um aspecto novo desta pesquisa é que pela primeira vez a Quaest avaliou um embate direto entre Lula e Cury em um segundo turno simulado. Os resultados mostram uma vantagem para o presidente, com 40% contra 34% do escritor. Contudo, essa vantagem é acompanhada por um elevado índice de votos brancos, nulos e abstenções, que chega a 21%, o maior registrado entre os cenários testados. Em comparação, essa taxa é de 13% no confronto direto com Flávio Bolsonaro; 17% contra Ronaldo Caiado e Renan Santos; e 19% frente a Zema. Assim, mesmo com uma vitória aparente sobre Cury, Lula se depara com um número significativo de eleitores que ainda não escolheram entre os dois — evidenciando que parte do eleitorado que vota em Cury no primeiro turno ainda está indecisa sobre o que fazer se ele avançar para o segundo turno.

No embate principal entre Lula e Flávio Bolsonaro, a situação se mostra equilibrada: Lula tem 42%, enquanto Flávio contabiliza 41%, dentro da margem de erro de 2 pontos — resultado muito semelhante ao apontado pela Real Time Big Data na semana anterior (44% a 44%). Em um confronto com Ronaldo Caiado, Lula amplia sua vantagem para 42% a 37%.

<pQuando analisada a pesquisa espontânea — onde os entrevistados mencionam candidatos sem receber uma lista — Lula lidera com 28%, enquanto Flávio alcança 20%. Cury aparece apenas com 4%, empatando com a soma dos demais concorrentes. Essa discrepância é significativa: apesar do crescimento de Cury nas intenções estimuladas, isso ainda não se reflete em sua lembrança espontânea como uma opção viável para os eleitores. Esse padrão sugere que os eleitores reconhecem seu nome quando listado, mas ainda não o consideram como uma escolha prioritária — característica comum em fenômenos eleitorais recentes que estão em processo de formação.

A pesquisa também explorou um cenário alternativo envolvendo Pablo Marçal (PRTB), cuja candidatura depende de decisão do TSE. Nesse caso, Lula mantém seus 37%, enquanto Flávio sobe para 30% e Marçal aparece com apenas 1%. Isso indica que sua presença tende a retirar votos principalmente do eleitorado bolsonarista e não do apoio a Cury, uma tendência já observada anteriormente pela Real Time Big Data.

O instituto ressaltou um ponto metodológico importante: os dados desta rodada não são diretamente comparáveis à pesquisa anterior realizada em 14 de agosto. Isso ocorre porque naquele levantamento o nome testado pelo PRTB era Leonardo Avalanche antes da transferência da vaga para Marçal — impossibilitando uma análise direta das tendências entre as duas rodadas nesse cenário específico.

O levantamento foi realizado entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro, ouvindo um total de 2.004 pessoas e apresentando margem de erro de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-07065/2026.

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