GDF une tecnologia e biologia para combater a dengue: drones e mosquitos wolbitos entram em ação

Por Kleber Karpov

O Governo do Distrito Federal (GDF) está adotando medidas inovadoras para intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti. Desde 2025, a Secretaria de Saúde (SES-DF) tem utilizado drones para mapear áreas e identificar possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Além disso, foi iniciada a soltura de mosquitos com a bactéria Wolbachia, que bloqueia a transmissão de arboviroses.

Todas essas ações são coordenadas pelo Núcleo de Controle Químico e Biológico da SES-DF, um centro de controle vetorial que reúne atividades de produção dos mosquitos com Wolbachia, operações de fumacê e distribuição de insumos como larvicidas e inseticidas.

Wolbachia e o controle biológico

O método Wolbachia, desenvolvido por pesquisadores brasileiros, consiste na liberação de mosquitos infectados com uma bactéria que impede a transmissão de doenças. No Distrito Federal, milhões de mosquitos com Wolbachia foram soltos em locais estratégicos, graças ao Núcleo Regional de Produção Oswaldo Paulo Forattini.

O chefe do Núcleo de Controle Químico e Biológico da SES-DF, Anderson Leocadio, destaca que essa estratégia visa proteger tanto os mosquitos quanto a população.

Voo pela Saúde

O uso de drones no projeto Voo pela Saúde tem sido fundamental para mapear vastas áreas do DF e identificar focos do Aedes aegypti em locais de difícil acesso. Os drones são capazes de aplicar tratamentos químicos em locais como lajes e terrenos baldios, contribuindo para a eficiência das ações de combate ao mosquito.

Anderson Leocadio ressalta que os drones funcionam como agentes de saúde inovadores, capazes de identificar focos de mosquito em altitude elevada e realizar tratamentos em áreas inacessíveis.

Prevenção e o papel da população

Além das ações do governo, a conscientização e colaboração da população são essenciais para o sucesso no combate ao Aedes aegypti. Em 2025, mais de 1,8 milhão de residências foram visitadas por agentes de saúde para orientar os moradores. Herica Bassani, gerente de Vigilância Ambiental de Vetores e Animais Peçonhentos e Ações de Campo, destaca a importância de seguir as orientações dos profissionais de saúde.

Bassani alerta para a necessidade de redobrar os cuidados durante o período chuvoso, pois os ovos do mosquito podem sobreviver por um longo período em condições secas, aumentando o risco de proliferação do Aedes aegypti.


Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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