Documentos e mensagens acessados pelo Intercept Brasil revelam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve em tratativas com o banqueiro Daniel Vorcaro para conseguir um investimento de US$ 24 milhões — aproximadamente R$ 134 milhões na cotação da época — destinado ao financiamento do filme “Dark Horse”, uma biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com os registros analisados, pelo menos US$ 10,6 milhões foram efetivamente transferidos entre fevereiro e maio de 2025.
As comunicações incluem solicitações de repasses, cronogramas financeiros e interações diretas entre Flávio e Vorcaro. Em uma dessas mensagens, o senador expressou ao banqueiro: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz!”
Além de Flávio, outros nomes importantes aparecem nos registros: o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o deputado Mario Frias e Thiago Miranda, ex-CEO do Portal Leo Dias. Conversas divulgadas pelo Diário do Centro do Mundo indicam que Miranda organizou um encontro entre Flávio e Vorcaro para discutir “o filme do presidente e do SBT $$”. Em outro momento, Frias comentou que a produção “vai mexer com o coração de muita gente”.
Os documentos sugerem que parte dos investimentos foi transferida pela empresa Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, registrado no Texas e associado a aliados de Eduardo Bolsonaro. Um recibo comprova uma transferência internacional de US$ 2 milhões ocorrida em fevereiro de 2025. O plano financeiro previa até 14 parcelas para cobrir os custos da produção.
A análise das mensagens revela uma crescente preocupação da equipe de produção em relação a atrasos nos repasses. Em um áudio enviado a Vorcaro, Flávio alertou: “Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus Nowrasteh, os caras são renomadíssimos no cinema americano e mundial. Ia ser muito ruim.” Ele enfatizou: “Agora que é a reta final, a gente não pode vacilar nem deixar de honrar nossos compromissos, senão perdemos tudo.”
Vorcaro considerava o financiamento do filme uma questão prioritária. Em uma das mensagens trocadas, ele afirmou: “Não pode falhar mais.” As conversas também abordavam dificuldades operacionais relacionadas ao envio dos recursos para os Estados Unidos e tratativas com operadores financeiros associados ao banqueiro.
A situação envolvendo Vorcaro é complexa: ele foi detido enquanto tentava deixar o país, além disso, o Banco Master — instituição vinculada a ele — passou por intervenção do Banco Central, resultando na transferência de sua carteira para o BRB em um dos episódios mais delicados do sistema financeiro brasileiro na época. Mensagens obtidas pelo Intercept indicam que as negociações sobre o filme continuaram mesmo após esses eventos.
Em uma das interações mais recentes, Flávio enviou a Vorcaro um vídeo exclusivo acompanhando a mensagem: “Tá perdendo, irmão! Tudo isso só está sendo possível por causa de você.” O banqueiro respondeu entusiasmado: “Que demais. Ficou perfeito.”
Ao ser questionado nesta quarta-feira sobre as informações reveladas, Flávio negou veementemente as alegações: “De onde você tirou essa informação? É mentira,” respondeu antes de se afastar do local onde conversava com jornalistas nas proximidades do STF. Até o momento, Eduardo Bolsonaro, Mario Frias e a defesa de Vorcaro não se pronunciaram sobre a situação.
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