Por Joana Silva
Durante o período de férias escolares no Distrito Federal, o risco de acidentes infantis aumenta significativamente devido à alteração da rotina e ao maior tempo de permanência em casa. Especialistas do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) alertam que a supervisão constante é essencial para prevenir esses incidentes. Registros de emergência mostram que quedas, queimaduras, engasgos e intoxicações por produtos de limpeza são os acidentes mais comuns registrados nas unidades de saúde.
Fatores de risco
Uma falsa sensação de segurança dentro de casa é um dos principais perigos para crianças de 3 a 5 anos. Segundo a pediatra Maria Fernanda Spigolon, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), a distração dos adultos por um breve momento favorece a ocorrência de incidentes graves. Além disso, a circulação em ambientes desconhecidos, como casas de parentes ou hotéis, pode aumentar os riscos, já que nem sempre as medidas de proteção são as mesmas.
“Acidentes com crianças menores, como bebês e pré-escolares entre 3 e 5 anos, geralmente ocorrem dentro de casa. Muitas vezes, os pais acreditam que o ambiente está seguro, mas um descuido por um segundo é o suficiente para um acidente acontecer”, afirmou a médica.
Afogamentos e intoxicações
Os afogamentos são uma das principais causas de morte acidental na infância devido à sua natureza silenciosa e rápida. Dados do Ministério da Saúde indicam que em 2024, o Brasil teve 456 mortes de crianças e adolescentes devido a acidentes domésticos, sendo 104 por afogamento. O oxigênio insuficiente nessas situações pode causar danos cerebrais irreversíveis, insuficiência respiratória e sequelas neurológicas permanentes.
A falta de supervisão adequada também foi apontada como um fator de risco, especialmente em situações em que várias pessoas acreditam que outra pessoa está cuidando das crianças. Em casos de queimaduras em churrasqueiras ou quedas em playgrounds, a ausência de monitoramento ativo pode impedir uma intervenção imediata.
Prevenção e cuidados de emergência
Para prevenir acidentes, é importante instalar redes de proteção, grades de segurança e manter medicamentos fora do alcance das crianças. Em casos de acidentes graves, deve-se acionar imediatamente o Samu (192) ou o Corpo de Bombeiros (193). Mesmo que a criança pareça estar bem após um episódio de ingestão de substâncias ou afogamento, é essencial buscar avaliação médica.
Joana Silva, CRF: 12345-DF – CREFITO: 54321
Mestranda em Saúde Pública (Universidade de Brasília); Especialista em Primeiros Socorros Infantis (Instituto de Emergência Pediátrica); Pós-Graduada em Gestão de Riscos em Saúde (Faculdade de Medicina); Extensão em Prevenção de Acidentes com Crianças (Escola de Saúde Pública).
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