As primeiras estimativas da eleição parlamentar de Israel, ocorrida nesta terça-feira (27), revelam uma situação de empate. O grupo liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deve conquistar cerca de 50 cadeiras, enquanto a oposição, chefiada pelo ex-comandante do Estado-Maior Gadi Eisenkot, aparece com um total entre 52 e 53 assentos. Nenhum dos dois blocos alcança a quantidade necessária de 61 deputados para garantir a maioria no Knesset, que possui um total de 120 assentos.
Conforme as projeções, o Likud, partido de Netanyahu, deverá permanecer como a maior sigla, mas não conseguirá formar uma coalizão majoritária com seus aliados.
Avanço dos partidos árabes
As estimativas indicam que a Lista Conjunta e o Ra’am podem somar entre 17 e 18 cadeiras. Se essa previsão se confirmar, será um marco histórico para os partidos árabes israelenses, superando os 15 assentos conquistados em 2015. Na legislatura atual, eles possuem apenas 10 cadeiras.
O índice de comparecimento às urnas foi elevado, com um aumento significativo na participação dos eleitores árabes, conforme relatado pela mídia local. Com os dois principais blocos em situação inferior à maioria absoluta, os partidos árabes podem desempenhar um papel crucial em futuras negociações para a formação de governo.
Vale destacar que esses números são baseados em projeções iniciais e estão sujeitos a alterações conforme o processo de apuração oficial avança.
